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Geadas e Frustração de Safra: O Que o Produtor Rural Precisa Saber

  • Foto do escritor: Vitória Ratto
    Vitória Ratto
  • 29 de mai.
  • 2 min de leitura

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O clima é, sem dúvida, um dos maiores desafios enfrentados pelo produtor rural. Geadas, estiagens, excesso de chuvas e outras intempéries climáticas não apenas afetam a produtividade, mas podem comprometer totalmente uma safra. Diante desses riscos, é essencial que o produtor saiba agir desde os primeiros sinais de frustração para proteger seu negócio — inclusive do ponto de vista jurídico e financeiro.


Quando o Clima Não Colabora

Em épocas de clima mais severo, como as frentes frias que trazem geadas fortes, os danos às lavouras podem ser irreversíveis.


O produtor, diante da frustração de safra, muitas vezes se vê em dificuldades para cumprir compromissos bancários, especialmente os financiamentos de custeio ou investimento agrícola.


Mas o que muitos ainda não sabem é que a lei garante ao produtor o direito de prorrogação da dívida rural em casos de frustração de safra ou dificuldades de comercialização, e não uma simples renegociação.


Prorrogação não é renegociação

Existe uma diferença importante:

  • Prorrogação da dívida é um direito previsto nas normas do crédito rural (como o Manual de Crédito Rural - MCR), que pode ser requerido quando há perda significativa da produção por fatores fora do controle do produtor.

  • Renegociação, por outro lado, é um novo contrato — muitas vezes com juros maiores e encargos adicionais — que o banco oferece em substituição ao anterior.


Essa prática de substituir a dívida original por outra, chamada no meio bancário de "mata-mata", pode agravar ainda mais a situação do produtor, gerando um ciclo de endividamento silencioso e contínuo.


O que o produtor deve fazer ao primeiro sinal de frustração de safra?

  1. Documentar os danos: Tire fotos, faça vídeos, registre datas e locais, e, se possível, peça um laudo técnico agronômico que comprove os prejuízos. Existem aplicativos onde a foto já sai com os dados de local e horário, isso facilita a comprovação.

  2. Notificar o agente financeiro: Comunique formalmente o banco sobre a situação, protocolando o pedido de vistoria e avaliação da lavoura.

  3. Solicitar a vistoria oficial: Essa etapa é fundamental para fundamentar o pedido de prorrogação.

  4. Guardar todos os documentos: Laudos, comunicações com o banco, contratos de financiamento e notas fiscais são peças-chave para resguardar seus direitos.

  5. Todas essas etapas devem ser acompanhadas por um jurídico especializado.


Fique atento aos seus direitos!

A prorrogação da dívida rural deve ser analisada com base na capacidade de pagamento futura do produtor e nas condições reais da propriedade.


O banco não pode se recusar arbitrariamente a conceder essa prorrogação quando os requisitos estão presentes.


Ter o acompanhamento jurídico adequado desde o início faz toda a diferença.


O momento certo de agir é logo que surgem os primeiros indícios de perdas, e não apenas quando a dívida já está vencida.


Se você é produtor rural e está enfrentando dificuldades por conta do clima, entre em contato. Nossa assessoria pode ajudar a proteger seus direitos e evitar prejuízos maiores.


Vitória Ratto - Advogada - OAB/MG 188.705, Especialista em Direito do Agronegócio.
WhatsApp; (34) 99925-0226

 
 
 

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